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A Autoridade para o Desenvolvimento de Investimentos do Líbano (do inglês Investment Development Authority of Lebanon ou IDAL) é a agência nacional para a promoção de investimentos, que tem como objetivo a promoção do Líbano como destino-chave para investimentos. A IDAL fornece uma estrutura para regulamentar as atividades de investimento no Líbano e oferece aos investidores uma gama de incentivos e serviços de suporte às empresas. Desde 2005, Nabil Itani está no comando da IDAL como Presidente e Gerente Geral. A carreira de Itani abrange mais de três décadas de sucesso profissional no campo da arquitetura, sempre com projetos, supervisão e apoio a novas estratégias para atrair investimentos para o país em múltiplos setores. HOME se encontra com Itani para entender melhor o panorama de investimentos no Líbano e a missão com a qual a IDAL foi encarregada.
Para uma melhor compreensão de nossos leitores acerca do papel da IDAL, conte-nos sobre a sua estrutura.
A IDAL foi criada pelo falecido Primeiro-Ministro Rafic Hariri para promover o investimento estrangeiro direto no Líbano. Lançada em 1994, fomos a primeira agência de promoção de investimentos no Oriente Médio. Em 2001, a Lei de Investimento n. 360 foi promulgada, o que impulsionou o mandato da IDAL, conferindo-lhe um duplo papel. Na verdade, a IDAL têm dois mandatos: primeiro, encorajar os investidores a investir no Líbano por meio de nossos serviços de apoio às empresas (tanto para os libaneses quanto para os estrangeiros); e segundo, ajudar a promover e comercializar as exportações libanesas.
Como os investidores podem obter informações sobre a IDAL?
Usamos todos os meios possíveis para alcançar os investidores, como por exemplo, a mídia convencional, reuniões individuais e específicas, missões de investimento, relações públicas, redes sociais, publicidade e participação em eventos-chave. Nosso primeiro e principal ponto de contato é o nosso detalhado site (investinlebanon.gov.lb), que possui informações atualizadas e relevantes, necessárias para os investidores. Na qualidade de IDAL, nosso papel é orientar e auxiliar os investidores ao longo do processo de investimento.
Quem são os investidores?
Existem quatro grupos potenciais. O primeiro é o investidor local, que tem a maior participação, seguido pela diáspora – libaneses que vivem no exterior. Depois disso, temos árabes de outros países e, finalmente, empresas multinacionais, que são atraídas pelos serviços e pessoal qualificado disponível no Líbano.
Os investidores locais, internacionais e árabes são fundamentais para o país, mas os expatriados também desempenham um papel importante. Como a IDAL está incentivando os expatriados a investir em sua terra natal?
Devido ao conflito na região, as duas únicas categorias principais que investiram entre 2011 e 2016 foram os locais e os expatriados. O objetivo da IDAL é incentivar os investidores expatriados não só a investir no Líbano, mas também a se conectar com o país através de três eixos principais. O primeiro eixo é incentivar os investidores a investir no Líbano e criar parcerias com empresas libanesas. O segundo se baseia no aumento do comércio entre o Líbano e os países anfitriões. O terceiro se baseia em encorajá-los a adotar o Líbano como um centro de terceirização, especialmente para que os setores produtivos libaneses possam fornecer produtos, componentes e serviços de alta qualidade. A conectividade econômica e cultural que o Líbano tem com diversos países é muito importante, e isso é algo que os investidores expatriados e outros investidores também podem se beneficiar.
Quais são os principais setores de investimento?
Antes de 2011, era o turismo. Em termos de tamanho e número de projetos este setor valia entre 300 e 400 milhões de dólares americanos. No entanto, devido aos conflitos regionais e à proibição de viagem ao Líbano aos cidadãos dos países membros do Conselho de Cooperação do Golfo, o fluxo turístico diminuiu nos últimos seis anos. Outros setores de investimento chave são: agricultura, agroindústria, informação, comunicação, tecnologia e mídia.

Vocês também apoiam as exportações libanesas?
Sim, a IDAL também apoia e promove produtos libaneses, em particular produtos agrícolas e agroalimentares, mas não se limitando somente a esses. Para isso, lançamos uma série de programas que subsidiam as exportações nos setores industrial e agrícola, como por exemplo, os programas Agri Plus e Agromap. Também lançamos a iniciativa MLeb (Ponte Marítima para Exportações Libanesas) em resposta ao fechamento das fronteiras terrestres devido à crise síria. Embora o objetivo desta iniciativa seja manter a presença de nossos produtos nos mercados tradicionais, queremos que os exportadores se adaptem ao transporte marítimo para que possam ampliar seu alcance e acessar novos mercados nas Américas, Europa e Austrália.
A IDAL também apoia a promoção das exportações agroalimentares em regiões e mercados internacionais, através do aumento da competitividade dos exportadores, além de garantir uma maior exposição aos mercados estrangeiros de produtos agroalimentares. Isso também inclui fornecer assistência financeira às empresas para que possam participar de feiras internacionais de alimentos. Nesse sentido, a IDAL patrocina os seguintes pavilhões libaneses em grandes exposições: SIAL, GULFOOD, ANUGA, FANCY FOOD SHOW e HORECA, contribuindo assim para a melhoria da qualidade dos produtos agroalimentares para atender às normas internacionais. O apoio é contínuo, visando fornecer aos exportadores os meios financeiros e técnicos para melhorar seus processos de produção e acessar novos mercados.
Onde você visualiza espaço para crescimento no Líbano? Qual setor você acha que pode se beneficiar de mais recursos e investimentos estrangeiros?
A economia do conhecimento é o futuro do Líbano. O “hub” ou polo da tecnologia pode jogar um papel importante aqui. Temos o talento, a cultura do empreendedorismo e uma política aberta. Também somos capazes de alcançar outras pessoas com nossas fortes conexões. A Circular 331 do Banco do Líbano (BDL), que visa desenvolver uma economia baseada no conhecimento, certamente ajuda muito. Isso incentivou incubadoras e aceleradores, como a UK Tech Hub e outros incentivos de financiamento. Realmente não há nada que impeça o Líbano de ser um “hub” ou polo tecnológico.
Qual é a capacidade do Líbano para se tornar um polo de criação de novas empresas na região?
Este ano, a IDAL lançou um programa para apoiar novas empresas (“startups”), para ajudá-las a fazer negócios. Este programa visa canalizar ideias para um modelo de negócios. Isso pode ajudar os empresários de várias maneiras: como formular uma infraestrutura legal, como registrar sua empresa, sua marca registrada ou suas ideias, além de como garantir o dinheiro para o investimento empresarial. Eu acho que este programa, juntamente com muitos outros lançados por diferentes parceiros, ajudará o Líbano a se tornar um polo de criação de empresas de tecnologia da informação na região.
Como você compararia o Líbano com os Emirados Árabes Unidos, que se tornaram o centro comercial da região?
Eu diria que somos complementares e que podemos nos ajudar mutuamente. Geograficamente, nós temos a Europa e a África do Norte como parceiros comerciais próximos, enquanto eles têm os outros países árabes e a Ásia, por exemplo. Nós também temos uma grande vantagem, que é a nossa vasta rede mundial de diáspora.
Como podemos, enquanto libaneses, fazer melhor coletivamente de maneira geral, bem como economicamente?
Em primeiro lugar, precisamos trabalhar na marca e na imagem do Líbano. Isso está relacionado com a nossa segurança. Também precisamos nos mostrar como uma frente unida, não apenas mostrar ao mundo que existem partidos e grupos religiosos conflitantes que lideram o país. Precisamos que a nossa sociedade nutra, eduque, cuide e apoie a geração futura.
A IDAL EM RESUMO: 15 ANOS DE REALIZAÇÕES
O ano de 2016 marcou o 15º aniversário da promulgação da Lei de Investimento n.º 360. Desde a ratificação da lei em 2001, mais de 50 projetos se beneficiaram dos incentivos concedidos pela IDAL, com um valor de investimento superior a US$ 1,7 bilhões, gerando mais de 6.000 oportunidades de trabalho direto e 10.000 indiretas, contribuindo assim, para o desenvolvimento socioeconômico do país e melhorando a atratividade do seu panorama de investimentos. Além disso, apoiou mais de 200 projetos de investimento e se reuniu com mais de 500 empresários interessados em executar projetos no Líbano. Além disso, a IDAL lançou várias iniciativas, não só nos setores produtivos tradicionais, mas também em setores inovadores, na tentativa de incentivar o desenvolvimento equilibrado e promover a diversificação da economia libanesa.
Para maiores informações sobre as escalas de salários no Líbano em 2016, por indústria, consultar: http://investinlebanon.gov.lb/Content/uploads/Salary_Scales_in_ Lebanon_2013.pdf
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